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sábado, 24 de junho de 2017

A areia morre... Sou eu...

A reia morre… Sou eu…

A areia morre… Morre e canta no seu silêncio
Afoga ao vento, no silêncio de uma onda em si diluída
Sou eu… Sou paz que reina nos horizontes
Por onde se chora em despedida
Minha terra, meu mar… Meu vento constante
Minha vida de infante, pés cansados, muralhados
Descalços, frios como paredes, que tombaram aos bocados

A areia morre… Morre e dança nos seus sonhos
Afoga a luz, sente as estrelas em mais uma canção
Sou eu… Sou liberdade de expressão
Por onde se chora em versos medonhos
Minha terra, meu mar… Meu coração a chorar
Minha vida sem ser triste… Minha vida sem alegria
Em razões que só o tempo era contar

Talvez um dia…

A areia morre… Morre e continua
Afoga a voz, a quem a vier escutar
Sou eu… Sou lembrança desta areia que canta, que dança
Por onde dançam todos os fiéis e infiéis
Minha terra, meu mar… Meu grito que não sabe parar
Minha vida, na vida de pobres, na vida de reis
Em horizontes que namoro, na areia que morre
Abraçada ao mar, aos olhos da lua

A areia morre e continua… Sou eu…

José Alberto Sá

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