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terça-feira, 27 de março de 2018

Teus lábios


Teus lábios

Ao deitar... Olhei os lábios vermelhos, que tombavam sobre o lençol de cetim.
Observei-os para os compreender, para me compreender, para que os laços se estreitassem ainda mais, que a atração fosse hipnotismo e me transportasse até ao quente.
Ao deitar… Olhei e subi desde os calcanhares, tateando os fotogénicos joelhos e me deliciando com um beijo… Teus lábios vermelhos!... Ambos os lábios!
Foi ao deitar… Que me levantei!

José Alberto Sá

quinta-feira, 22 de março de 2018

O mendigo

O mendigo

Há chuva na estrada
Das gotas do céu
São roupa molhada
Estendida e amarrotada
Num mendigo, ser humano,
como eu!

Há chuva que molha
Das gotas que amam
perdidas aos molhos
Numa vida sem escolha
Numa água que arrasta
a triste e já morta… A folha

Que morta grita,
como doces olhos
Há chuva de madrugada
Das gotas do mundo
Mendigos na proa
De um barco lá no fundo

Na chuva que lava
As mentes sem cor
Que não lavam a dor
Que não amam o mendigo
Na chuva da estrada!
Perdidos… E eu digo!
Sem nada!

José Alberto Sá